Domingo, Setembro 06, 2009

Don't cry for me, "Arrentina".

Sabem o que a Argentina tem mais que o Brasil?
Tem mais é que se foder.

AGUANTE, DALE!

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

00:48

Borba no teclado para tirar o peso da consciência e avisar a todos os leitores do Genebra (vocês dois e minha mãe) que estamos planejando um blog novo, renovado, novamente mais uma vez. Domínio, layout, estilo e etc; não existe data certa, pra ninguém ficar nos pressionando, essa vida de blogueiro (argh) é complicada. Mas, logicamente, todo mundo vai ser avisado.
Por enquanto vamos botando a cara e outras coisas por aqui, de vez em quando, mas não com a mesma frequência (que já era pouca).
Até lá.

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Palavras cruzadas

A mulher grita da sala de jantar, enquanto ele vê futebol:
- Fonte fundamental de quase toda a energia biológica?
- Fotossíntese.
- Não deu.
- É como dois esses.
- Hum... Agradáveis; comunicativos?
- Quantas letras?
- Dez.
O homem conta nos dedos:
- Sim-pá-tiiii-cos.
- Hum. É.
A mulher rabisca, matuta e retorna irônica:
- Essa com certeza você sabe: mulher dedicada somente ao lar?
- PERFEITA!

Quarta-feira, Julho 01, 2009

32 dentes (dentadura completa)

No aeroporto, passagem de só de ida. Pensei, irônico. Abre aspas. Ida não, volta. Fecha aspas. Me sinto o máximo. Eu e minha ironia. Sobra um trocado. Palavras cruzadas, sala de embarque.

A mão do policial que segura meu braço é fria e áspera. Tento escapar, aparecem outros. Recuo. Outro me faz sentar. Abre aspas. Precisamos esclarecer algumas coisinhas. Fecha aspas. Na delegacia. Ambiente pacato. Ele e o delegado estão a minha espera. Interrogatório. Sai o delegado. Ele diz. Abre aspas. Você poderia ter evitado isso, porra. Fecha aspas. Para não perder a oportunidade, ironizo. Abre aspas. Se esse é o problema, amanhã o dinheiro está na sua conta. Fecha aspas. Ele quase riu. Eu e minha ironia. Sou o máximo. Perco o amigo. Não perco a piada.

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Celebridades

A gente jura, não é culpa nossa.

Terça-feira, Maio 19, 2009

De como me tornei torcedor do Vitória (ou das coisas lógicas da vida)

Dizem os antigos da família que a história das torcidas cá em casa se resume a uma questão puramente matemática. Repetem, feito vendedores de mingau da Av. Sete, que eu, ainda guri, aderi ao brasão do brioso rubronegro baiano por pura pressão paternal.

Meu tio Elton, o que mais sofre com os delírios pela ausência titurilística dos tricolores (há 8 anos que eles não ganham nem campeonato de cuspe à distância), adora balburdiar a trela, que ele diz ser verdadeira:

- Rapaz (e vira pra meu pai), você lembra sim, lembra que eu sei, daquele dia que você virou pra ele (no caso, eu) e disse: torça pro Vitória menino, torça pro Vitória, que seu tio e seu irmão já são Bahia. Torceremos eu e você pro Vitória, e assim equilibra, fica dois contra dois.

Daí que segundo ele, eu, claro, mais novo, comi o agá de meu pai, e passei a torcer pro Vitória.

Isso ele conta como uma espécie de pilhéria. Faz uma algazarra dos seiscentos. Se aproveita dos fatos inventados e historietas do tempo do ronca para mascarar as discussões que realmente importam (ou não mais, porque contra fatos não há argumentos) – enquanto o time dele definha e a torcida vai enlouquecendo aos poucos, o meu time tem um pé no presente e outro no futuro, e a nossa torcida só faz crescer.

Ao final do causo, provavelmente contado pela decanésima vez, eu dou uma risadinha pra não postergar mais o assunto e faço minha típica cara de deboche. Não sabe ele que antes de qualquer fração ou soma, antes de qualquer palavra ou triagem, está o time pelo qual o homem torce, e isso não se escolhe, é de nascença, é de berço, é de cria, é sentimento sem explicação.

Terça-feira, Maio 12, 2009

34 dentes (32 dentes II)

Três anos. Três anos que estou no escritório. Com o cu na mão. Houve muitos. Muitos acertos quando cheguei. No entanto, tudo isso: um ato infeliz. Ele quer que eu volte e não tem idéia de como fazê-lo. Eu sei disso. Só que. Como não foi minha a idéia de vir para cá, tem remorso de desfazer a sociedade. Há de me deixar na mão. Abre aspas. Amigos são a família que Deus nos permitiu escolher. Fecha aspas. Melodrama. Repito. Há três anos, quando cheguei ao escritório, houve muitos acertos, mas a manutenção de despesas básicas não foi cogitada. Por serem básicas demais. Hoje não consigo comprar. Nem meus cigarros. E isso me deixa puto.

Ouço seus passos e começo a digitar no editor de texto. Bato forte nas teclas. Para que ele ouça ainda no corredor. Passa rápido por mim, mal humorado. Resmunga qualquer coisa que eu não respondo. Abre aspas. Queria um cigarro e meu maço está vazio. Fecha aspas. Sai. Finge que não me vê. Abre aspas. Sou um bosta. Fecha aspas. Abro a gaveta dele e encontro alguns cigarros. Na gaveta há cigarros e dinheiro.

[continua]